O sistema financeiro brasileiro é bem diverso. É possível adquirir um imóvel de diversas formas diferentes, programas do governo que subsidiam parte das taxas. Através da utilização do seu FGTS. Isso sem contar os financiamentos, consórcios e trocas. No artigo de hoje vamos falar da carta de crédito imobiliário, que é mais uma maneira de se comprar um imóvel.

O que são cartas de crédito imobiliário?

Uma carta de crédito é um documento que possui valor real e o recurso atrelado à este documento pode ser utilizada na aquisição de um bem. Cartas de crédito imobiliário podem ser utilizadas na aquisição de casas, apartamentos, imóveis rurais, terrenos e até mesmo materiais de construção.

O documento é nominal e só pode ser utilizado pelo proprietário. Isso acaba reduzindo os riscos relacionados à perda e roubo. E, por ser um documento com valor monetário real, a carta de crédito imobiliário pode até ser comparada à um cheque.

Em geral cartas de crédito possuem um fator limitante quanto ao seu uso. Por exemplo, uma carta de crédito imobiliário costuma permitir a compra de bens relacionados ao mercado de imóveis.

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Isto é importante porque cartas de crédito para compra de automóveis podem não ter nenhum valor para compra de imóveis. Logo você sempre deve ter atenção qual tipo de carta de crédito o comprador possui. Assim você, como corretor de imóveis, consegue aconselhar o mesmo e entender a situação.

Como adquirir uma carta de crédito imobiliário

A aquisição de uma carta de crédito se dá, em geral, através de consórcios. E os consórcios tem lei e regras próprias no país. Além disso, por serem grandes investimentos, decisões de entrada em consórcios devem ser tomadas com bastante precaução.

Mas, de uma maneira bem simples funciona assim: ao entrar no consórcio o interessado indica o valor da carta de crédito que deseja adquirir. Este valor varia de acordo com a renda que a pessoa pode investir mensalmente.

Conseguir a carta de crédito ocorre de duas maneiras distintas: através do sorteio que é na base da sorte. Ou através de lances, onde quem dá o maior lance leva a carta. Quanto aos lances a estratégia é simples: se um dos consorciados quer adquirir o bem com mais velocidade, basta juntar o recurso necessário e esperar épocas que os participantes costumam não ter muitos recursos.

Épocas como o final do ano pode ser uma ideia razoável, já que as pessoas costumam viajar e gastar muito com presentes. Mas talvez a melhor época pode ser nos primeiros meses do ano. É nesta época que o IPVA, IPTU, materiais escolares, e até registros em órgãos como o CRECI, CREA e outros devem ser pagos.

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Isso significa que quem planeja com antecedência terá todo o recurso acumulado para dar o maior lance. E, se não conseguir não se preocupe. Em geral a pessoa estará pagando parcelas futuras de qualquer forma, sem perder o dinheiro investido no lance.

Aquisições paralelas, são possíveis?

Sim, mas altamente perigosas. Se você possui um cliente que diz ter encontrado uma carta de crédito com um ótimo valor, aconselhe à ele ter cuidado. O mercado paralelo de cartas de crédito possui um alto índice de falsificações e pode significar uma perda considerável de recursos.

Vantagens

Para o corretor de imóveis, ter um cliente que possui uma carta de crédito imobiliária para pagar um imóvel não influencia muito. Sim, uma das vantagens é a certeza que o comprador possui o recurso para investir no bem. Isso significa quase certeza que esta pessoa comprará um imóvel. Em outras palavras este é um lead quente, no fundo do funil.

Mas a principal vantagem é para o comprador mesmo. Veja bem, para efeitos de pagamento, a compra com uma carta de crédito é similar à compra de um bem à vista. Isto significa que o comprador possui um alto poder de barganha.

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Pode ser que o comprador ofereça, por exemplo, R$ 475.000 em um imóvel que vale R$ 500.000 e acabe adquirindo o mesmo. Justamente pelo fato de ser possível pagar tudo à vista. O vendedor pode acabar gostando mais da ideia de receber todo o valor de uma vez só. Isso sem contar nos vendedores que têm pressa e querem vender o imóvel o mais rápido possível.

Documentação e outras despesas podem também ser pagas com o valor da carta de crédito. Uma porcentagem é definida pela administradora e determina a quantidade de recursos que podem ser utilizados para este fim. Em geral este valor é por volta de 10% da carta. Assim, uma carta de crédito de R$ 300.000 pode ter até R$ 30.000 dedicados ao pagamento de taxas e documentos.

Preço do bem adquirido

Pode-se utilizar apenas uma parcela da carta de crédito na compra de um imóvel. E pode-se também complementar o valor da carta. Ou seja, quem tem uma carta de R$ 200.000 e quer comprar um imóvel de R$ 250.000 pode complementar ou até mesmo financiar o restante.

Da mesma forma, uma pessoa com esta mesma carta pode comprar um terreno de apenas R$ 80.000 e investir o restante na construção do imóvel. Isso mostra que cartas de crédito imobiliário são bem versáteis.

Desvantagens da carta de crédito

Uma carta de crédito não tem nenhuma desvantagem para um corretor de imóveis. Para você ela é apenas uma forma de pagamento, e como o mesmo é feito à vista, pode até ser somente vantajosa.

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Mas do ponto de vista do comprador ela pode apresentar algumas desvantagens. A principal é a sua limitação. Você não pode comprar nada que não esteja relacionada ao mercado imobiliário com a carta. Por isso, se o consorciado desiste da compra do bem ele pode ter bastante dificuldades negociando maneiras de sair do consórcio.

Outra desvantagem está mais relacionada ao consórcio em si. O consorciado pode ter sorte e ser sorteado logo no começo, adquirir seu imóvel novinho e ficar muito feliz. Ou pode ser um dos azarados que só receberá a carta nos meses finais do consórcio. Isto é um dos fatores mais importantes para quem paga aluguel.

Por fim é importante citar a confiabilidade da administradora do consórcio. É possível que pequenas administradoras venham a ter dificuldades sérias caso haja uma alta taxa de inadimplência. Logo sempre aconselhe seus clientes a pesquisarem bastante sobre a instituição do consórcio que eles estão considerando.

A dica final

Se você possui um cliente que está muito interessado em um consórcio explique à ele que este modo é adequado para quem não quer pagar juros altíssimos em um financiamento. Mas também explique que ele precisará ter calma até receber sua carta de crédito imobiliário. E é possível que ele não consiga comprar nenhum dos imóveis que você possui na sua carteira no momento.

No geral, sempre aconselhe seus clientes a pesquisarem sobre a oportunidade. E se eles decidirem por um consórcio, pegue os dados de email e telefone e mantenha contato, através de técnicas como email marketing. Também informe seu site e redes sociais para que eles acompanhem os novos imóveis que forem lançados.

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