Lojas fechando as portas. Milhares de pessoas perdendo o emprego. Inflação nas alturas. Esse é o retrato atual do Brasil. E a crise econômica chegou ao mercado imobiliário que se viu obrigado, por exemplo, a diminuir o ritmo de construções de novas unidades.

No entanto, sempre há um lado positivo e é para ele que devemos voltar nosso olhar. À medida que a população vai perdendo seu poder de compra e o número de imóveis estocados não diminui, as construtoras começam a dar descontos fora do comum para não ficar estocando prejuízo. Algo semelhante que acontece nas lojas de roupas, uma verdadeira queima de estoque.

Como, nesse caso, as construtoras não querem ter um prejuízo maior do que elas já estão tendo, elas chegam a dar descontos de 10% a 50% no valor dos imóveis. Para se ter uma ideia, durante a Black Friday de 2015, foram mais de 400 empreendimentos em 11 cidades que tiveram descontos especiais no portal imobiliário VivaReal. No final das contas, quem sai ganhando nisso tudo é o comprador que pode adquirir um produto com um valor abaixo do seu inicial. Esse é o lado não tão feio da crise.

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Mas vender por um valor abaixo é bom para o corretor?

Já que os ganhos do corretor de imóveis estão diretamente ligados às suas vendas por meio de comissões – geralmente em torno de 6% do valor do imóvel –, você deve estar se perguntando se esses descontos compensam para esse profissional. A resposta é sim, vale a pena.

Os descontos atraem muitos clientes e você pode fechar mais negócios em um determinado período que, juntos, podem representar a mesma quantia do que uma venda há três anos. Mas a maior vantagem é aumentar a sua carteira de clientes. Mesmo que você não esteja ganhando tanto em uma venda, faça um ótimo atendimento para ser indicado pelos clientes e fidelizá-los. Para isso, realize o cadastro de todos os seus clientes em um CRM imobilário, caso não possua, convidamos você a conhecer o Software ville Imob e controlar todas as sua captações realizadas.  Quem sabe, no futuro quando os preços estiverem mais altos, eles não te procurem?

Número de estoque é alto

Enquanto o mercado imobiliário vivia o seu boom, as empresas do setor de construção se empolgaram e passaram a acelerar o ritmo de construções de novos empreendimentos. Entre 2009 e 2012, os lançamentos cresciam 20% ao ano até que chegou o momento em que a demanda não acompanhou o ritmo de oferta. Resultado, o mercado passou a estocar imóveis.

Em São Paulo, por exemplo, o estoque chega a 26 mil unidades. Já na capital federal Brasília, 45% de novos imóveis compactos (de apenas um dormitório) ainda estão sem compradores. De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, Salvador, capital da Bahia, apresenta 7,7 mil unidades vazias, ao passo que, lá, são comercializados 4 mil imóveis por ano.

De fato, diante do atual cenário econômico do país, o jeito é dar descontos para movimentar o mercado. Cabe, aqui, ao corretor saber aproveitar as oportunidades para aumentar a sua carteira de clientes e fazer mais negócios.

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